Importante obra de 970 metros de extensão e 10 metros de altura, o Real Forte nem mesmo chegou a ser utilizado como base militar. Por sua localização estratégica, bem no coração da Amazônia, e beleza arquitetônica, tem atraído muitos turistas para a região. O Forte não é somente uma grande fortaleza, é o marco da devastação e prepotência de um reinado.
O Real Forte do Príncipe da Beira, também conhecido como Fortaleza do Príncipe da Beira, localiza-se na margem direita do rio Guaporé, atual Guajará-Mirim, no município de Costa Marques, estado de Rondônia, no Brasil.
"Príncipe do Brasil" era então o título do herdeiro ou herdeira da coroa portuguesa, assim como "Príncipe da Beira" era o título do seu primogênito ou primogênita (i.e., privativo dos netos primogênitos sucessores presuntivos na coroa dos Reis de Portugal). Assim, o forte, iniciado em 1776, foi batizado em homenagem a D. José de Bragança, Príncipe do Brasil, que então era ainda apenas Príncipe da Beira, título que manteve brevemente até sua mãe, Maria I de Portugal, subir ao trono no ano seguinte (1777), quando ele próprio passou a Príncipe do Brasil. O Príncipe D. José morreu novo, não chegando a reinar, pelo que lhe sucedeu como Príncipe do Brasil o seu irmão menor, o futuro João VI de Portugal. O Príncipe da Beira, D. José, depois do Brasil, era neto materno de José I de Portugal, e neto paterno de João V de Portugal, avós esses que eram irmãos, pois a rainha D. Maria I foi casada com um seu tio, o rei-consorte Pedro III de Portugal. O Príncipe da Beira, e depois do Brasil, D. José, foi casado, sem geração, com sua tia, a Infanta D. Maria Benedita viúva, irmã mais nova de D. Maria I.
Depois de servir, por muitos anos, apenas como presídio e asilo de desterrados portugueses durante a defesa dos limites de Portugal no Brasil, no auge do Ciclo do Ouro, a construção só iria voltar a ser lembrada em 1914, através do Marechal Cândido Rondon.
|